O inferno não recebe visitantes; ele os reclama.
Por isso, quando o lobisomem atravessa novamente seus portões de fogo — ou o que os humanos chamariam de portões, embora ali nada tenha forma estável — a chegada não é silenciosa. As chamas se curvam, os ventos ululam, e as sombras, como velhos servos famintos, se enroscam em suas pernas bestiais.
Mas o lobisomem não volta sozinho.
À sua volta, a carne se desdobra, os ossos se multiplicam, as peles se rasgam para revelar outras peles. Ele se div