Há dias em que a vida parece rir da nossa ingenuidade. Rir não — debochar. Como se uma criatura antiga e invisível nos observasse do alto, entediada, e dissesse: “Vamos ver até onde essa tolice humana consegue ir antes de desmoronar.”
E nós vamos. Vamos felizes, embriagados pela fantasia de que sabemos o que estamos fazendo.
O ser humano, no auge da sua soberba, comete erros que carrega como medalhas tortas no peito. Não são culpas, não são acidentes — são burrices deliberadas, cuidadosamente em