Autora…
A luz do fim de tarde entrava suave pela janela da UTI.
O céu se tingia de dourado e rosa, como se o próprio tempo quisesse aliviar a dor daquele quarto.
O monitor cardíaco emitia seus bipes ritmados, quase como se fosse uma canção de resistência.
Tânia estava desperta, apoiada por travesseiros, o rosto pálido, os olhos fundos, mas vivos.
Vivos, de uma maneira que não estavam, havia muito tempo.
Vivos de verdade.
A conversa com Klaus ainda ecoava dentro dela, as palavras dele,