Ela…
Quarenta e oito horas.
Esse era o prazo.
A janela crítica.
O tempo em que tudo poderia desandar — ou começar a se recompor.
Quarenta e oito horas de vigília, de observação minuciosa, de luta silenciosa para que o corpo de Tânia respondesse aos estímulos e deixasse claro que ainda havia vida ali.
E ela respondeu.
Lentamente, com fragilidade, mas respondeu.
O edema reduziu.
A perfusão estabilizou.
A pressão intra-abdominal começou a se normalizar.
Eu respirei fundo quando ol