Ele…
Nunca imaginei que um dia pudesse sentir algo tão inesperado como a paz.
Para mim, paz sempre foi uma palavra abstrata, uma promessa vaga para os outros, mas não para mim.
Meu mundo sempre girou em torno do trabalho, das cirurgias, das emergências que exijiam minha presença, da pressão constante para manter um império que parecia exigir que eu sacrificasse tudo — até minha própria vida.
Por anos, fui movido pela dor e pela culpa.
A perda de Luísa me marcou profundamente.
Eu me afundei no trabalho, tentando enterrar meus sentimentos nas decisões clínicas, nas reuniões, nos números.
A verdade é que, no começo, achei que isso fosse me salvar, me manter firme, mas só me afastou mais das pessoas, da vida.
Hoje, posso dizer que estou diferente, não sou mais o mesmo homem que já foi prisioneiro do relógio e da obrigação.
Encontrei um equilíbrio que jamais pensei alcançar — um equilíbrio que nasceu do amor, da aceitação e da coragem d