Entre a Vida e o Perdão
As paredes brancas da UTI pareciam mais silenciosas do que nunca. Isabela acordava aos poucos, como se tivesse voltado de um sono longo e pesado. O corpo doía, cada movimento era um esforço. Mas estava viva. Isso era o que importava.
A primeira coisa que viu foi o olhar preocupado de sua mãe sentada ao lado da cama. O segundo foi a ausência de Lorenzo.
— Aurora? — foi a primeira palavra que conseguiu pronunciar, com a voz fraca e rouca.
— Tá viva, minha filha — respondeu