O silêncio do quarto hospitalar era quebrado apenas pelo som intermitente do monitor cardíaco. Alis fitava o teto branco, alheia a tudo, como se a mente vagasse por lugares que nem ela conseguia alcançar. Tinha sobrevivido. A tempestade havia passado, mas o peso das consequências parecia esmagar seus ombros frágeis.
O braço ainda estava imobilizado e as mãos enfaixadas ardiam de leve, lembranças físicas da luta. Seu corpo doía, mas era a alma que sangrava.
A porta foi aberta com discrição. O de