32. Vincenzo
O amor é mesmo uma coisa estranha. Eu jamais o quis para mim. Sequer sonhei com um sentimento tão egoísta e poderoso, capaz de esmagar uma vida. Entregar o meu coração para uma mulher e vê-lo ser consumido foi o que mais evitei, mas, de alguma forma, virei um alvo frágil quando pus os olhos em cima dela:
Nella Galli. Bonita, arrogante, fatal e sabe o que quer. E, neste momento, ela quer o Blade em suas mãos outra vez.
— Ele não tinha o direito de fazer isso comigo! — A garota grita, destruindo tudo que vê pelo caminho. Abajures, almofadas, porta-retratos… tudo vira um grande caos. Então, ela para de repente, ajoelha-se no chão e começa a chorar.
É aí que o meu coração fraqueja, e eu corro feito a porra de uma cadela para tentar acalmá-la.
— Não encoste em mim! — Nella rosna enfurecida, e imediatamente me afasto.
Ela está em cacos, e é exatamente isso que eu quero evitar em mim.
— Isso não vai ficar assim! — vocifera.
— Não há o que você possa fazer, Nella — sibilo, frio e seco, trinca