A porta da cobertura se fechou atrás de mim, abafando o som distante da cidade. O silêncio me recebeu, cortado apenas pelo tique-taque do relógio na parede e o som baixo da televisão ligada na sala.
Deixei o paletó sobre o sofá e afrouxei a gravata, sentindo o peso do dia cair dos ombros. Era tarde, mas o apartamento estava banhado por uma penumbra calma, iluminado apenas pelas luzes amareladas que vinham da cozinha. Foi quando a vi — Manu dormia encolhida no sofá, os cabelos soltos espalhados