O frio de Londres parecia mais intenso naquela manhã, mas eu sabia que não era apenas o clima. Era o nervosismo que deixava minhas mãos geladas e meu estômago em um nó apertado.
Eu estava parada do lado de fora da cafeteria, o avental dobrado sobre o braço e os dedos enfiados nos bolsos do casaco surrado. Minhas pernas balançavam levemente, como se assim eu pudesse gastar a ansiedade que corria pelo meu corpo.
Então, o carro preto e brilhante surgiu na rua estreita. Era elegante demais, diferen