Elara*
Me mantive imóvel naquele chão, o coração preso na garganta, batendo tão forte que parecia querer me sufocar. Cada músculo do meu corpo vibrava em desespero, os sentimentos à flor da pele, um turbilhão que me esmagava por dentro. Eu sabia que podia desmaiar a qualquer instante — qualquer maldito instante.
Ele voltou a se debater, selvagem, arrastando-se pelo chão como se fosse prisioneiro de si mesmo. A cabeça se sacudia violentamente, os uivos misturados a grunhidos me atravessavam os o