Heloísa Moura
O olhar do meu pai pesa sobre mim como um julgamento silencioso. Ele não precisa dizer nada para que eu saiba exatamente o que está pensando. E, por Deus, eu não estou pronta para essa conversa.
— Podemos conversar? — A voz dele é baixa, mas firme, carregada de algo que me faz engolir em seco.
Lanço um olhar para Vittorio, que me observa em silêncio. Ele não diz nada, mas há algo nos olhos dele que me dá coragem.
— Claro — murmuro, tentando esconder o nervosismo.
Caminho com meu