Heloisa Moura
A recepção estava montada no jardim da casa dos meus pais — o mesmo onde, quando criança, eu brincava de casinha neste jardim, muitas vezes o Vittorio me pegava no colo e brincava durante horas. Ver tudo transformado com flores brancas, luzes douradas penduradas entre os galhos e mesas cheias de gente querida me fez querer chorar outra vez. Mas dessa vez, de gratidão.
Vittorio apertou minha mão quando descemos do carro. O toque dele era firme, quente, seguro. Me olhou como se quis