Lorenzo Bianchi
No dia seguinte, acordei com a luz entrando pela janela, cortando o quarto em faixas douradas. Era como se o sol me chamasse de volta à realidade, mas minha cabeça ainda estava lá — na noite anterior, na voz da Aurora, no céu cor de vinho. Me espreguicei devagar, como quem tenta prolongar o tempo entre o sonho e o mundo.
Desci para a cozinha, onde meu avô já estava sentado, mexendo devagar o café com uma colher de metal que parecia ter mais anos que eu.
— Dormiu bem, Lorenzo? —