Resolvemos comer no hotel, pedir serviço de quarto, já havia sido adrenalina demais para um dia só.
— Tem como trazer um cabernet? — Ouvi Lucas falar no telefone enquanto eu saía do banho — Isso, do melhor que vocês tiverem.
Assim que ele desligou do telefone, eu o encarei sem entender.
Meu coração estava acelerado ainda. Eu precisava de um Rivotril, um Valium, qualquer coisa do tipo.
— Vinho? — Ele acenou com a cabeça, eu estava apenas de roupão, Lucas veio em direção a mim ele estava relaxado, como se tivesse acabado de ter um dia normal.
— É.
Ele me segurou daquele jeito que eu gostava, pelo maxilar, me fazendo encarar seus olhos com de rio.
— Por que? — Perguntei sem entender exatamente porque ele estava querendo beber vinho às 14h, depois de matar 4 pessoas e eu duas. Nunca tinha matado ninguém, já tinha sentido vontade quem nunca pensou “eu vou matar aquela vagabunda?”, mas nunca tinha feito isso de fato.
Nunca tinha tido coragem.
Mas hoje era ou eles ou eu.
Ele soltou meu maxil