Quando eu voltei para casa minha porta estava arrombada.
Comecei a entrar em desespero, entrei correndo, completamente nervosa pensando no meu notebook e celular que tinham ficado lá. Mas para minha surpresa havia um Lucas sentado com cara de enfezado, segurando meu celular com a ponta dos dedos e me encarando.
— Você nunca mais faça isso, Gabriela. — Sua voz era firme, brava, mas sem aumentar o tom.
— E você nunca mais arrombe a porra da minha porta! — Eu gritei.
— Tem algum lugar que a gente possa conversar em particular? — Ele continuou com o mesmo tom de voz.
— Se você não tivesse arrombado minha porta teríamos. — Eu estava revoltada, ele simplesmente tinha colocado toda minha segurança em jogo porque eu havia simplesmente sumido.
— Eu mando um cara consertar isso agora para você dormir tranquila, deixo o Vitor aqui cuidando de tudo enquanto você me explica esse sumiço. — Ele mandou um áudio para o irmão nesse momento dizendo “pode subir” em italiano.
Parece que meu sumiço