Tudo o que aconteceu naquele quarto tinha sido difícil demais para Ive.
Era como ser revitimizada só que agora, dentro da lei, sem direito de gritar e ainda precisando acalmar os outros.
Sara achava que essa tinha sido a pior parte.
Não sabia o que tinha acontecido naquele quarto, apenas que Antônio estava prestes a arrancar o braço de um médico.
E isso era preocupante.
Ouviu Ive repetir várias vezes... o médico não havia falado por mal, a história de Caleb batia, mas o ódio de Antônio parecia animalesco demais para ser mentira.
Olhou mais uma vez em direção a cama.
Resolveu adiar os planos. Estava com pressa, mas a sua menininha precisava de mais tempo.
Avisou.
— Meninos, nós vamos sair daqui a pouquinho. Preciso organizar alguns documentos. Comam alguma coisa e se troquem, tá bom. Saímos daqui uma hora.
Ive abriu os olhos e confirmou que estariam prontos. Agradeceu pelas roupas, mas Antônio continuava com a expressão fechada, triste...
Assim que ele ouviu o barulho da porta se fecha