Sara terminou o que precisava e voltou para o hotel.
Insistiu para que o marido ficasse no quarto, sabia que a implicância dele com Antônio ainda duraria bastante.
Ivan amava a filha, mas também amava o afilhado. Ele esperou para que Ive e Lucca ficassem juntos. Se acostumou com aquilo.
Ainda se lembrava do garotinho meio sem equilíbrio no meio da sala e fazendo cara feia para qualquer um que se aproximasse de Ive.
Ele não queria Antônio na vida da filha, mas não era pelas cicatrizes, nem pela classe social.
Simplesmente não queria Ive com ninguém.
Sara beijou o marido e avisou.
— Vou levar as roupas para o nosso genro.
— Pode parar de chamar aquilo de nosso genro?
— Sua filha está namorando um garoto. Devo chamar como?
— Gigante do pé de feijão!
A história que Ivan costumava contar para as crianças.
De repente ficou em silêncio.
Se lembrou do garoto.
Lucca e Ive estavam sentados no tapete enquanto ele relia pela milésima vez o livro do João e o Pé de Feijão.
O afilhado disse inocente