Sara acalmou a filha garantindo que não deixaria nada de mau acontecer a Antônio.
— Hora de arrumar esse rostinho lindo que Deus te deu.
Tirou da bolsa um pequeno estojo de maquiagem e entregou para a filha.
Antônio não entendeu e defendeu a menina.
— Ive tem o rosto bonito e lisinho.
Todos no carro deram risada, inclusive Ivan que estava fazendo um esforço enorme para não gostar do rapaz.
Sara explicou.
— Nós mulheres temos truques que não contamos para vocês.
O rapaz pensou que Ive e a mãe também faziam magia. Achou ter entendido.
Entraram juntos na delegacia.
Sara até tentou pedir para que o marido esperasse no carro, mas Ivan se recusou.
— Quais são as chances de eu deixar as duas pessoas mais importantes da minha vida, sozinhas? Não passa batom, Pequena. Vai borrar.
A advogada entendeu, Antônio não, mas não perguntou.
Um dos policiais que estava fumando na porta da delegacia ainda comentou com o colega quando viu Sara descer e arrumar os cabelos da filha.
— Isso sim é que é genét