Lara sentiu o mundo se desintegrar, quis perguntar o que tinham feito com o seu filho, mas ao contrário do desespero que todos esperavam.
Ela secou o rosto com as costas das mãos e sorriu.
— Oi, filhotinho.
Cada palavra uma luta para manter a voz firme.
O rapaz soltou os cabelos de Ive, havia alguma coisa na voz de Lara que parecia familiar.
— Meu amor. Sou eu. Sua mãe.
A voz de Lara tremeu enquanto ela lutava para não chorar, não o queria assustado.
Antônio levantou uma mão no ar.
Ele tateou, buscando por algum contato, quis dizer que ela não era a sua deja, mas algo dentro dele reclamou. A mente dizia que sua mãe se chamava Mayana, o coração gritava que não.
Já nem tinha mais certeza sobre quem era, parecia preso entre as novas sensações e memórias fragmentadas e as histórias que a cigana lhe contava.
Lara se aproximou devagar, segurou a mão do filho e guiou até o próprio rosto.
— Eu estou aqui, Lucca.
Ela sussurrou. E ele sentia o calor que vinha da voz dela, a pele.
— Você... por