Nenhum dos dois queria soltar aquele abraço e em meio aos carinhos, acabaram adormecendo. Os planos de fuga ficaram para trás, esquecidos no cansaço e na segurança que sentiam em estarem um com o outro.
Ive estava literalmente em cima do namorado quando a porta do quarto se abriu tão forte que a maçaneta de ferro ficou marcada na parede em que bateu.
Lucca girou o corpo na cama fazendo a namorada rolar para o chão, não a soltou até que Ive pousasse no tapete.
Só então ele se levantou, as mãos para o alto, os olhos fechados.
— Eu vou, desculpa. Deixa ela, eu forcei a Ive a me ajudar. Fui eu.
Estava tão assustado que não viu quem estava invadindo o quarto, só queria impedir que fizessem mal a Ive.
Mas no meio do pânico. Um abraço.
Lara se agarrou ao filho como se estivesse reencontrando o seu bebê. Não conseguia pensar em Lucca como homem, não pode vê-lo crescer, tinham tirado isso dela e agora, Ive parecia querer fazer a mesma coisa.
— Eu vou te dar uma surra que vai ficar dois