— Alô?
— Senhorita Ana, um senhor chamado Ivan Bianchi deseja falar com você, posso transferir?
Ive concordou sem pensar, também estava ansiosa para contar ao pai que tudo tinha dado certo, mas a ligação cheia de carinho que ela esperava se tornou outra coisa.
— Maçãzinha, eu não...
O senhor teria dito que não teve escolha, mas a voz de Lara surgiu em seguida.
— Cadê meu filho sua irresponsável com cara de Cachinhos dourados?
Ive olhou para Lucca e em seguida para a parede, não queria ir embora. Estava feliz.
— É, não sei. Eu estou de férias.
— Eu vou alisar o seu cabelo no tapa, Ive! Passa pro Lucca.
— A ligação está ruim, não estou ouvindo direito.
Lara continuou xingando, mas Ive desligou. As mãos trêmulas, o coração disparado e a certeza de que não tinham mais do que algumas horas até que a sogra aparecesse ali.
A única chance que tinham era fugir de novo e dessa vez, nem Ivan podia saber.
Começou a pensar em possibilidades enquanto lembrou do sorrido do pai no momento