Todos na mesa sorriram, por motivos diferentes, mas sorriram.
Ive se afastou do grupo e começou calma, a voz quase fria, carregada de uma determinação que nem ela sabia possuir.
— Por que está fazendo isso?
Lucas respondeu sem a encarar.
— Do que está falando, Ive?
A menina soltou todas as perguntas que estava se fazendo desde que se sentou naquela mesa. Tinha que existir uma razão por trás daquilo.
— Por que está fingindo ser o Lucca? Onde ele está? O que fizeram com ele? Ele está vivo pelo menos? Quanto vocês querem?
O rapaz olhou em direção a mesa, mas ela o empurrou.
— Olha para mim! Responde.
— A gente era amigo, Ive.
— Nunca fui sua amiga! Não te conheço.
— Sou eu o Lucca, lembra?
Ive deixou uma lágrima escapar, tristeza, raiva, decepção, tudo misturado. A cada pergunta um empurrão.
— É? Qual o primeiro presente que me deu?
Um tapa que chegou arder a mão da menina.
Ela continuou.
— Como foi nosso primeiro beijo?
Outro empurrão.
— Onde nós crescemos?
Um arranhão fundo com as unha