Ive entrou no carro com o coração pulsando na garganta, queria encontrar o amigo. Um dos maiores medo que sentia era esquecer a sensação do abraço dele.
Do rosto...
Cinco anos, mas ela tinha mudado tanto.
Será que ele também tinha mudado muito?
— Mãe? Como ele está?
— Bem, Ive. É um rapaz tímido, como sempre foi, mas gentil e doce.
Ivan no volante corrigiu a esposa mais para si mesmo do que para as mulheres em seu carro.
— Parece uma lombriga com diarreia.
Sara cutucou o marido e Ive ficou em silêncio olhando para as próprias mãos.
O caminho até o restaurante em que se encontraria não era longo, mas a menina sentia falta de Antônio.
De repente o banco de trás daquele carro tinha se tornado grande demais. Sentiu o coração apertar.
Passou a mão no couro, lembrando de como o amortecedor do carro cedia do lado em que o rapaz se sentava. Era como ser jogada para perto de Antônio.
E era tão bom.
Precisou se corrigir, beliscou forte o dorso da própria mão. Não era justo pensar em outro rapaz