Ive realmente sumiu, falava apenas com o pai, não apareceu na faculdade, se mudou para um apartamento mais simples e tentou esquecer, mas depois de algumas semanas ela foi ao endereço que Muralha havia dado.
Alguém tinha cuidado de Rabisco e de acordo com o padrinho, essa pessoa precisava de ajuda.
Chegou a um bar e não entendeu a relação do cachorrinho com o lugar, perguntou ao senhor que fazia os atendimentos com um pano de prato sujo sobre o ombro.
— Boa tarde, meu padrinho pediu para eu vir até aqui. Sei que parece estranho, mas ele disse que alguém aqui ajudou a salvar o meu cachorrinho.
O senhor olhou para Ive quase descrente, a menina parecia ter saído de algum tipo de conto de fadas, um rosto quase infantil e a voz tão doce que ser afilhada de Muralha parecia impossível.
— Seu padrinho é um senhor bem grandão?
— É sim! Ele é o pai do meu...
Parou a frase e corrigiu.
— Do meu amigo. Sabe o que aconteceu com o Rabisco?
— Sei, vem aqui. Vai gostar de ver uma coisa.
Ive