Rabisco foi amarrado em uma árvore, a sombra garantia que ele ficasse bem e Muralha deixou uma tigelinha com água e outra com ração. Não sabia quanto tempo Ive demoraria para chegar.
Se afastaram como Lucca pediu.
Um prédio alto com uma janela adequada para que o senhor pudesse acompanhar o reencontro da afilhada com Rabisco.
Lucca perguntava a cada minuto.
— Ela chegou?
— Ainda não filhão.
A resposta foi a mesma, até que o carro de Ive estacionou e Muralha acabou sorrindo.
Ela estava arrumada demais para alguém que foi apenas buscar um cachorro. Avisou o filho.
— Ela acabou de chegar, Lucca.
— Como ela está, pai?
Muralha estreitou os olhos no binóculo e respondeu com a simplicidade de quem também aprendeu tarde sobre o universo feminino.
— Ela está vestida para você. Cabelos soltos como você gosta, um vestido leve igual ao que você sempre aproveitava para colocar a mão embaixo.
Lucca prendeu a respiração, não tinha ideia de que o pai sabia desses detalhes. Lá estava mais