Lucca abriu a embalagem.
Queria que a namorada ficasse bem, estava com vergonha de si mesmo, da própria fraqueza, da sensação de que jamais seria suficiente para estar com ela.
Mas quando Ive gritou, tudo o que se lembrou foi da voz suave dela dizendo que eles cuidavam um do outro.
Na época ele era menos do que hoje, ainda assim, ela acreditava que ele poderia cuidar dela.
Não era pena! Nunca tinha sido.
Cortou com os dedos um pedaço de pão e colocou na boca de Ive.
A careta da menina foi automática. Achou a massa amarga, mas não tinha coragem de dizer não ao namorado.
Abriu a boca mais uma vez.
Foi Lara quem percebeu o desconforto da nora.
— Tá, bom, pombinhos. O que acham de uma churrascaria?
Ive salivou com a proposta, Lucca também amava carne.
O pacote ficou sobre a cadeira.
Aparentemente inofensivo, mas carregava bem mais do que pão, biscoito, geleia e suco.
Havia vingança.
E quando o carro parou no semáforo, um menino descalço e sem camisa se aproximou.
Entregou uma bala para ca