Quando Ive finalmente se juntou ao namorado ele não a recebeu com a mesma doçura de sempre.
Aliás ela ainda sentia falta de “Antônio” parecia que quanto mais o rapaz recuperava a si mesmo, mais isso levava dela algo que tinha aprendido a amar.
Beijou o rosto do namorado... sentiu falta do abraço.
Lucca sempre a segurava junto dele, agora parecia congelado.
— Nós vamos encontrar outro médico, qualquer um, em qualquer lugar. Não se preocupa, tá?
Ele continuou em silêncio, não era a escuridão que o assustava, era o que veria quando pudesse finalmente se olhar no espelho.
Agora as lembranças o assustavam bem mais do que acalmavam.
Havia a vida que ele tinha perdido... as brincadeiras com o pai, as broncas de Lara, o ciúme infantil de Ive, os carinhos da madrinha.
Mas também existia as sopas de Mayana, os carinhos antes de dormir, o jeito como ela cuidava dele sempre que acabava machucado.
E a raiva! Um ódio maior do que ele quando se lembrava de Jaílson.
Hoje entendia tudo o que havia viv