O Som do vidro

Ive cedeu, mas antes de sair do quarto com a mãe, ela arrumou as roupas de Antônio com cuidado em uma ordem lógica.

Primeiro a camiseta, por cima uma calça de moletom, depois a cueca prendeu com um laço de cetim azul deixando uma ponta maior para ser puxada.

Por cima colocou a toalha.

— O que está fazendo?

— Ele sempre puxava a toalha e a cueca caía no chão. Assim fica tudo no lugar.

Sara se sentou na cama, tocou de leve o laço azul.

— Gosta mesmo desse rapaz, né, Ive?

— Gosto, mãe. Eu sei o que você e o papai estão pensando, mas estão errados!

Sara achou que a filha estava falando sobre a possibilidade de que Antônio fosse Lucca.

— Estamos?

— Estão! Eu conversei com uma professora e ela disse que em média 30% dos casos de cegueira por queimadura são reversíveis. E por que eu me importaria? Mãe, o dinheiro precisa servir para alguma coisa que não seja comprar bolsas né?

— Acha que somos contra o seu namoro porque o Antônio é cego?

— Acho. Não pode ser por causa das cicatrizes. O papai
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