O Doce e o Sangue

Ivan saiu orgulhoso, não tinha nenhuma dúvida de que estava certo sobre Antônio.

Era estatisticamente impossível que duas pessoas tivessem exatamente os mesmos hábitos em relação a alguém.

O tamanho e os músculos eram compatíveis, a idade, o carinho quase obsessivo que ele tinha por Ive... Tudo estava ali. Com exceção da inteligência lógica, o pensamento de Lucca era ágil, reativo, incisivo.

Algo tinha mudado, ainda assim, era ele!

No carro o rapaz fez o sogro rir e chorar ao mesmo tempo.

— O senhor só precisa dizer para o Antônio onde está o lixo e eu procuro o papelão. Não precisa ficar perto, porque o cheiro é ruim às vezes.

— Do que está falando? Por que quer mexer no lixo, Lu... Antônio?

— Comprar o presente de Ive. Ela gosta de coisas de plástico. Nós pegamos e vendemos. Só me diz onde está a escola e eu digo onde vender. São doze árvores e quatro esquinas.

Ivan fechou os olhos por alguns segundos antes de responder.

— Eu te empresto o dinheiro. Tá? Mas primeiro vamos em um hosp
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