Prisão de músculos

Antônio soltou.

Não porque entendesse o que estava acontecendo, mas reconheceu a voz de Ivan, sabia que ele não era mau.

— Desculpa.

Tentou mostrar a mão para o castigo.

Ive não conseguia sair de onde estava. Antônio estava em cima dela, não a esmagando, ao contrário. Era como uma prisão de músculos.

A menina reclamou.

— Pai! A gente estava dormindo, só dormindo.

Antônio envolveu a menina com o outro braço e a puxou para si.

— Desculpa o Antônio eu não machuco. Só não vi.

A confusão ainda demorou alguns minutos para se desfazer e quando todos estavam acomodados. Ivan começou a rir.

A filha estava sentada entre as pernas de Antônio, exatamente como fazia com Lucca.

Sara estava com um humor péssimo.

— Vocês parecem malucos. Vão me explicar direitinho o porquê desse quarto parecer um refúgio de guerra! Mas primeiro vou pedir comida.

A advogada fez o pedido por um aplicativo de entregas, a cada vez que fazia isso, sempre se perguntava como um catador de recicláveis conseguia se sustentar
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