Ive estava sentada na sarjeta, o Complexo Penitenciário parecia intransponível, havia falhado tantas vezes que já nem conseguia pensar em mais nada.
O joelho sangrando, o corpo tremendo, o estômago com um nó tão grande que parecia que estava prestes a engoli-la.
Lucca estava sozinho naquele lugar e ela não conseguia nem sequer olhar para ele.
O celular vibrou exatamente no momento em que Ive pegou o aparelho para olhar a foto do namorado, mas na tela o identificador mostrou “Mãe”.
Ive não teve tempo de atender, um carro de luxo, parou há poucos metros da menina e Sara saiu olhando para a filha como quem está prestes a dar uma bronca em uma criança.
Estendeu a mão.
— Vem cá? Eu vou dar um jeito, prometo.
Sara tentou levar a filha para o carro, mas Ive se recusou.
— Espera, o que você tá fazendo?
— Vou te levar daqui antes que estrague tudo. Você está sangrando. Vão acabar te confundindo com uma moradora de rua.
— Não me importa! Eu não vou sair daqui sem ele, mãe!
— Entra no ca