O rapaz tinha certeza de que a namorada estava se desculpando pela cotovelada que ela havia dado em seu nariz.
Limpou com receio de que houvesse sangue, não queria que ela ficasse tão triste.
— Não dói, Antônio sabe que Ive não bate porque é malvada. Ive quer ensinar.
O rapaz pensou um pouco, não sabia o que deveria ter aprendido, mas os testículos estavam doendo. Ive tinha literalmente ajoelhado em cima.
Achou melhor dizer que havia aprendido a lição.
— Antônio não faz de novo.
Ive passou os lábios no rosto marcado pelas queimaduras, era como se nada tivesse mudado. Nada além da saudade que parecia maior do que ela.
— Me beija?
Antônio continuou segurando a namorada, mas perguntou desconfiado.
— Pai de Ive está aqui? Ele fica bravo quando beija quente. E Antônio fica quente perto do anjo.
— Espera.
Ive se afastou, trancou a porta e arrastou a mesa para frente da porta. Aquilo não o impediria, mas ao menos, Ivan teria trabalho para entrar.
Voltou ansiosa para perto do namorado, queria