Ivan ouviu o desabafo da filha, não a repreendeu, conhecia a dor dela. Lucca não era só alguém que ela conhecia.
Cresceram juntos... as primeiras palavras de um foram praticamente as mesmas do outro.
E de repente, Ive teve tudo que conhecia arrancado dela.
Não era uma criança fazendo birra, era uma mulher inconformada com a injustiça.
Ive bateu no peito do pai até cansar e cair no abraço de Ivan.
— Por que ele não lembra de mim, pai?
— Não sei, maçãzinha e é isso que quero descobrir. Nosso menino não precisa sofrer mais. Deixa ele voltar aos poucos para gente.
— Eu já esperei cinco anos, pai! Esperei, rezei, torci... fiz tudo o que vocês mandaram e agora que ele está aqui na minha frente, quer que eu simplesmente finja? Como eu vou voltar lá e chamar o Lucca de Antônio?
O senhor fez com que a filha se sentasse e tentou explicar.
— Ele não lembra da gente, mas te ama. Não sabemos muito de nada, Maçãzinha. Se ele entrar em crise e fugir da gente, e se ele se machucar fazendo isso?
— Ent