Ive sentiu o estômago embrulhar. A recusa da enfermeira-chefe, embora esperada, fez a menina estremecer com a antecipação do que viria.
— Por favor, Chefe! É a minha carreira... Minha vida pode depender disso!
Ive implorou com as mãos sobre a mesa, a lágrima que escorreu não fazia parte do plano, era real.
A enfermeira observou a ansiedade da estagiária que tinha acabado de conhecer. Parecia óbvio que a menina escondia algo, ninguém trabalharia tanto durante a noite inteira apenas por vocação.
— Levante-se, Ana. Vou ver o que posso fazer. Não prometo nada, mas preciso de você para fechar a ala de pediatria pela manhã.
Ive sentiu o alívio descomprimir seu peito.
— Muito obrigada! Eu faço qualquer coisa.
— Ótimo. Agora, vamos. Preciso sair e você precisa ir preencher a planilha de insumos que organizou.
Estavam no corredor quando a felicidade de Ive se desfez, nada podia ser pior do que aquele confronto.
Achou que sairia presa do hospital, pensou em Lucca, o coração gritou para q