O som do vidro estilhaçado ainda parecia ecoar no salão quando Ilana finalmente reagiu.
Por um segundo inteiro, o mundo ficou suspenso naquela imagem: o vestido caro encharcado pela bebida, as gotas escorrendo pelo tecido claro, o líquido manchando o chão como uma acusação visível demais para ser ignorada.
Depois, a máscara caiu.
O rosto dela se contorceu numa expressão que não tinha nada de doce, nada de educado, nada de contido. Era ódio puro, bruto, quase animal.
— Sua desgraçada! — gritou,