Mergulhando no desconhecido.
O interior do Porsche estava mergulhado em um silêncio denso, quase sufocante. Apenas o ronco contínuo do motor e o som abafado dos pneus na estrada preenchiam o espaço. Heitor dirigia com as mãos firmes no volante, o olhar fixo à frente e o semblante fechado como uma muralha. A mandíbula estava travada, as veias do pescoço pulsando com força, e seu corpo exalava uma tensão que parecia prestes a explodir.
Algo o tinha irritado. Muito. Laura não precisava ser vidente para perceber.
Sentada ao