Bianca respirava com dificuldade, o peito subindo e descendo rápido, como se o coração estivesse prestes a explodir. As lágrimas embaçavam sua visão, mas sua voz saiu cortante, cada palavra encharcada de dor e revolta.
— Então pega esse teu amor e dá para quem acredita em você, Fernando! — cuspiu, com a voz embargada, mas firme.
— Porque, se você realmente amasse a Valentina, nunca, jamais, teria a coragem de duvidar que ela é sua filha. O fato de você precisar de um maldito exame já prova que não a ama de verdade.
Fernando cerrou os punhos, os músculos do maxilar se contraindo com força.
— Não diga isso, Bianca. — retrucou, a voz grave, carregada de frustração.
— Tudo isso poderia ser esclarecido se você simplesmente fizesse o teste de DNA. Só isso! Um exame, e essa dúvida que me corrói desapareceria para sempre.
Bianca deu um passo à frente, os olhos faiscando em fúria.
— Nunca! — gritou, sua voz ecoando pelo quarto.
— Nunca vou submeter a minha filha a isso! Ou você acre