Do outro lado da cidade em um bairro nobre de São Paulo ,Patrícia caminhava de um lado para o outro pela sala luxuosa da casa onde vivia com Heitor. O celular colado ao ouvido, a expressão transtornada.
— Atende, desgraçado... — ela rosnou entre os dentes, apertando o aparelho com tanta força que parecia prestes a quebrá-lo.
O telefone chamava, chamava, e caía na caixa postal. De novo.
Ela bufou com raiva, jogando o celular no sofá. O salto alto ecoou pelo piso de mármore conforme ela camin