O dia que antecedeu a reunião com os russos nasceu sob um céu de chumbo, uma abóbada cinzenta que parecia achatar os arranha-céus de São Paulo contra o asfalto. Na mansão Cavalcanti, o ar não estava apenas carregado; ele estava estagnado, como o fôlego de um condenado no último degrau da escada do patíbulo. Não havia mais espaço para simulações, flertes ou jogos de poder internos. O cheiro de pólvora e o frio da incerteza haviam se instalado em cada fresta das paredes de mármore.
Pela manhã, o