O sol de São Paulo nascia com uma tonalidade enferrujada, como se a própria atmosfera previsse o ferro das armas que estavam por vir. Na mansão Cavalcanti, o silêncio pós-noite de entrega foi estilhaçado pelo som grave de motores potentes. O comboio não era discreto; não precisava ser. Três SUVs pretos, de vidros opacos e blindagem máxima, cruzaram os portões como uma pequena unidade de invasão. A segurança da mansão, em alerta máximo, recuou apenas quando a autorização veio diretamente de Mari