O tempo em Ouro Preto parou, mas os calendários continuaram a folhear suas páginas com uma indiferença cruel. Seis meses haviam se passado desde que o solo do cemitério de Nossa Senhora do Rosário se fechara sobre o pequeno caixão branco, e o casarão da Ladeira de Santa Rita deixara de ser um lar para se tornar uma caixa de ressonância de silêncios interrompidos.
A rotina era um fantasma. A loja Lumina permanecia fechada na maior parte do tempo, com uma placa de "Luto" que o sol e a chuva já ha