O som seco do disparo contra Lucas, o noivo de Mariana, ainda ecoava como um trovão persistente na mente de Helena Cavalcanti enquanto ela cruzava a fronteira francesa sob um céu de chumbo. Naquela noite de fuga, ela não era a soberana inabalável de um império logístico, mas uma presa marcada para o abate. A Organização, com suas engrenagens silenciosas e implacáveis, não perdoava falhas que atraíssem os holofotes da justiça comum. O atentado passional contra o noivo da babá fora um erro tático