Nos abraçamos forte, e por um longo minuto, eu só senti o cheiro dele, o tecido grosso da roupa da prisão, o alívio de estar com alguém que me amava sem condições.
— Como você está? — perguntei, sentando e segurando as mãos dele sobre a mesa.
— Tô bem, Mari. Tão bem quanto se pode estar aqui dentro — ele respondeu, os olhos examinando meu rosto. — Mas e você? Parece cansada. Tá comendo direito?
Eu forcei um sorriso.
— Tô sim, pai. Tô trabalhando, lembra? Mas e você? Tá tomando o remédio direit