Angel
O elevador até o 27º andar parecia desafiar todas as leis da física, como se o próprio prédio conspirasse para me dar tempo de recuar. Mas não recuei. Observei meu reflexo nas portas metálicas, ajustando o blazer azul com as mãos firmes, embora os dedos dissessem o contrário.
O "ding" soou suave, mas meus ombros enrijeceram como se tivesse sido um alarme. O corredor estava vazio, silencioso como o interior de uma igreja prestes a sediar um funeral. O piso de mármore refletia minhas perna