Dante
Katherine girava o vinho na taça, o rubi líquido refletindo a luz amarela do abajur da sala. Eu a observava sem realmente vê-la. O som da lareira queimando parecia mais interessante do que qualquer coisa que ela dizia.
— Você está estranho hoje — disse ela, cruzando as pernas. — Quase não falou uma palavra desde que saímos da mesa.
Suspirei, apoiando o cotovelo no braço do sofá.
— Só estou um pouco cansado.
— Cansado? — Ela riu baixo, sem humor. — Dante, você sempre foi o tipo