Dante estava no escritório da mansão, as luzes apagadas, deixando o ambiente afundado em sombras densas. Só o brilho azul da tela do notebook iluminava parte do rosto dele, recortando os ângulos duros da mandíbula e dos olhos cansados.
A mesa de madeira escura estava tomada.
Relatórios.
Fotos borradas de câmeras de rua.
Placas de carro anotadas à mão.
Envelopes pretos vazios.
E, no centro de tudo, três cápsulas alinhadas.
Imóveis.
Precisas.
Como munição.
Ele pegou uma delas.
Girou entre os dedo