A mansão Valestri nunca foi silenciosa.
Mesmo antes, quando o pai ainda vivia, havia sempre vozes, passos, ordens sendo dadas, copos tilintando, armas sendo limpas. Era uma casa viva — pesada, perigosa, mas viva.
Agora, o silêncio era absoluto.
Dante atravessava o corredor principal como se estivesse passando por um mausoléu. O som dos próprios passos ecoava no mármore polido, alto demais, invasivo demais. Aquela casa não parecia dele.
Nunca pareceu.
Mas agora era.
Tudo era.
Nove meses.
Nove me