Seis meses depois.
O bar não tinha nome na fachada.
Só uma placa de neon falhando, metade das letras mortas, iluminando a rua com um rosa sujo que tremia como se estivesse cansado de existir. Ficava numa parte de Chicago onde ninguém ia por acidente. Quem entrava ali sabia exatamente o que estava procurando — ou do que estava fugindo.
Cally gostava disso.
Ninguém fazia perguntas.
Ela estava atrás do balcão, como sempre. Copos alinhados, mãos firmes, movimentos precisos. Não errava medidas, não