Lucian
— Casar? — Matteo berrou, como se tivesse levado uma enxurrada de surpresas. — Lucian volta aqui. Que história é essa de casamento?
Ignorei o único homem que se chama de meu amigo e continuei meu percurso com o intuito de voltar para casa.
Eu tinha uma mulher bonita esperando por mim.
Porém, o dia tinha outros planos.
— Tio? — Olhei pro homem congelado ao meio do corredor, com a expressão amistosa habitual. — A que devo a honra da sua visita?
A boate era um lugar diferente do purgatório que era o subsolo. Aqui o cheiro de bebida, sexo e fumo eram mais predominantes, a luxúria e soberba regiam cada canto dessas paredes carmesim, desde o primeiro homem até a última mulher.
— Eu acho que estou tendo alucinações auditivas. — Matteo comentou, em um tom provocativo.
— Ignore ele. — Estendi minha mão para o homem que a apertou — Sinta-se a vontade. Mas tome cuidado para Valentina não descobrir que você estava aqui. Ela odeia esse lugar.
— Eu nunca trairia sua mãe seu idiota. —